terça-feira, 15 de setembro de 2009

VELHA

Outra noite sonhei. Vi no sonho a mim mesma. Velha. Velha rezadeira. Com ramo de arruda na mão. Rezadeira morena, franzina. De olhos pequenos, brilho misterioso. Eu rezei em mim mesma. Passei os ramos de arruda por sobre meu corpo enquanto falava com o mistério. Ao final, olhei pra mim e falei: “Minha filha, o nó nas suas costas vai passar quando desfizer os nós do coração.” Elas sabem por que acreditam. Eu acredito.