sábado, 23 de julho de 2011

as palavras? são vãs... sempre acreditei nelas... mas não servem pra nada, a não ser para choromingos e coisas vãs... a vida mesmo... a vida não tá nem aí... pra nada... nem pro bem , nem pro mal... ela simplesmente acontece. indiferente. nada tem serventia. e vamos seguindo. contra? agindo? será que faz diferença? não creio. hoje não.
ultimamente tenho chorado muito.
é que morro cada dia mais. é o meu luto.
meu anjo?... sim, ele está comigo... mas não me poupa de mim mesma...
ele me é fiel... tenho que aprender com ele.
a fidelidade não é uma coisa que tenha comigo mesma.
não sou boa amiga.
pois não tenho boas palavras... não acalento meu coração.
sou certeira... e nem sempre é o que preciso.
precisava acreditar mais. já não tenho idade para isso.
não é boa herança. envelheço, porque minto.
mas a mentira é necessária para que o sonho sobreviva.
não sou pessoa delicada
tenho ganas de morrer dentro de mim.
e morro disso todos os dias.
queria alegria e leveza
mas isto que estava em mim
em algum momento se foi.
não sou pessoa delicada.
tenho ganas de morrer dentro de mim.
mataram em mim a alegria.
luto bravamente para manter a sanidade e um pouco de esperança.
por eles.
será isto a velhice?
... queria ousar ser objetiva e corajosa.
eu sei que o que eu vou escrever é injusto... mas há ocasiões em que me sinto traída... traída pela vida que, às vezes queria ter tido... e então vem a culpa...
muitas das vezes é a fantasia que me mantém sã.
deixar esta melancolia como herança para meus filhos é uma covardia... por isto eu finjo... por isto sou uma fraude... como já foi dito.
Eu perdi anos de minha vida sendo o amor da  vida e um homem que não me amava... e isto é triste...